O Fórum de Políticas Públicas do Crea-SP realizado em Mogi Mirim, na segunda-feira (1º/07), debateu a importância do investimento em tecnologias que resultam em soluções efetivas para o agronegócio. Entre especialistas convidados, profissionais da área tecnológica e gestores públicos, também foram abordados temas como: pesquisa, avanços na Agronomia, indústria e economia com foco no desenvolvimento de políticas públicas.(...)
(...)A fim de entender melhor como os avanços podem impactar a cadeia, o debate enfatizou que 85% dos produtores paulistas são de pequeno porte, segundo dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA). A partir disso, os painelistas convidados refletiram sobre como esses agricultores têm acesso às ferramentas e recursos que agricultores maiores e empresas de grande porte possuem.
Para o Eng. Agr. Marcos Landell, diretor do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), é importante que os profissionais atuem em conjunto com um único propósito: a evolução constante. “Isso ajuda a dar um norte para a região, para o Estado e para todo o Brasil, já que temos uma área tecnológica engajada e capacitada para trabalhar em prol da sociedade, em uma região que possui uma produção agrícola tão rica”, reconheceu.
O primeiro painel debateu também sobre como as atualizações tecnológicas ao longo dos anos contribuíram para melhorar e facilitar o trabalho dos agricultores. Um dos pontos abordados durante a fala do Eng. Eduardo Navarro, vice-presidente da Lindsay América Latina, foi a suspensão de boa parte do uso de herbicidas e pesticidas, e o processo da quarta revolução do agro, focado na irrigação para aumentar a produtividade. Outro ponto levantado, desta vez por Landell, foi a efetiva utilização de máquinas no processo de colheita. “No Brasil, a cana-de-açúcar nos trouxe o que há de mais moderno, pois passamos a ter novos processos substituindo velhos costumes, como a queima pós-colheita, como fazíamos nos anos de 1980. Hoje preservamos o solo com o uso de defensivos mais seguros e máquinas que dão 100% de aproveitamento à safra graças à pesquisa e à tecnologia. Dessa maneira, conseguimos quadruplicar a produção sem precisar aumentar o espaço”, completou.
Os participantes ressaltaram ainda que a agricultura brasileira é a mais sustentável do mundo, devido às leis do Código Florestal que obrigam os produtores a ter áreas de preservação em suas propriedades. (...)








